Não é opinião nossa: os próprios documentos do Governo colocam a nossa serra na região mais visada do país para megacentrais solares — licenciadas à pressa e sem avaliação de impacte ambiental. Temos até 15 de julho para dizer não.
Cada mancha é uma zona onde o Governo quer acelerar centrais renováveis. O interior centro é a área mais coberta do país. A Serra da Gardunha e o maciço de Castelo Branco estão no coração dessa mancha.
O Governo pôs em consulta pública o PSZAER — o Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis. Nas palavras do próprio resumo, o processo “deixou disponível para aceleração cerca de 7% do território nacional continental”, onde os projetos podem ser licenciados “sem passarem pela avaliação de impacte ambiental (AIA)”.
Dentro destas zonas, a avaliação ambiental é substituída por um simples “subprocedimento de verificação” e por uma “janela única” com prazos apertados. O potencial mapeado é enorme: ~578 777 ha para solar e ~84 618 ha para eólica. E não são telhados — 78,9% da área de potencial solar é espaço florestal.
A consulta está aberta até 15 de julho de 2026. Depois disso, é tarde.
57 758 ha
de zonas solares na Beira Baixa — 11% de toda a região, a maior percentagem de qualquer região de Portugal. Mais 19 295 ha para eólica. Só o concelho do Fundão soma ~6 237 ha de solar e ~4 947 ha de eólica.
É a ação mais importante. É o processo oficial de decisão e as objeções têm de ser consideradas por lei. Bastam dois minutos — vê o passo a passo abaixo.
Leva a serra à Assembleia da República. Com 4 000 assinaturas, obriga a um debate no Parlamento.
Envia esta página a quem conheces na Beira Baixa. Quantas mais objeções, mais peso tem o não.
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Todos os documentos em consulta pública, para descarregar. Os números e as citações desta página vêm daqui.